top of page

Quem (ainda) quer ser padre?

  • 13 de jun.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 29 de jun.



Atualização do site EU PRECISO DE DEUS !!!


Hoje é 13 de junho do ano 2026... Um sábado frio em minha cidade...Dourados/MS.


Estou concluindo a migração do nosso site EU PRECISO DE DEUS, saindo pra plataforma Ning em direção à plataforma Wix, de onde continuaremos nossos traalhos de evangelização !!!


Temos milhares de conteúdos, ainda na plataforma, Ning, mas é humanamente impossível levar tudo...


Por alguns critérios do google, em relação à conteúdos que podem ser considerados plágios, infelizmente a imensa maioria desses conteúdos não irão para a nova casa...


(Apesar de conter um acervo magnifico que poderiam ser úteis à muitas pessoas ) !!!


Mas mesmo correndo sérios riscos de penalização. estamos levando parte desse acervo...


Alguns desses conteúdos foram escritos por Dom Redovino ( já falecido ), que foi bispo em nossa diocese de 2001 à 2015 !!!


Republicamos e mantemos aqui no site, EU PRECISO DE DEUS, conteúdos de Dom Redovino, porque recebi dele, pessoalmente, a sugestão e autorização de usar seus artigos


- Mesmo não possuindo documentos para provar isso ao google, reafirmo, temos sim, autorização para publicar esses artigos !!!


Esse artigo abaixo, foi produzido aqui publicado, quando o site EU PRECISO DE DEUS tinha poucos meses de vida... Estávamos ainda engatinhando !!!


A abordade sobre , Quem ( ainda ) quer ser padre já era um drama no ano de 2010...


Imagine agora, no ano de 2026 quanto mais sério se tornou esse drama?!


Nesse mundo moderno onde tudo é questionado e trocado por futilidades, a vocação do sacerdócio se uma luta que só Deus pode conduzir... Humanamente não há muito a fazer !!!


LEIA O DRAMA DÁ ÉPOCA RELATADO POR DOM REDOVINO...


Nos “bons tempos antigos” – como costumam se expressar os saudosistas de um passado que nunca existiu – tudo era mais fácil. Até ser padre!


O encarregado da propaganda vocacional chegava na escola do interior, entrava na sala de aula e, depois de pintar com as cores mais vistosas o ambiente que os possíveis candidatos encontrariam na casa de formação, pedia: “Levante a mão quem quer ser padre!”


E, uma semana depois, partia o caminhão,carregado de crianças e adolescentes, rumo ao seminário...


Não é fácil falar de pastoral vocacional num momento como o atual, em que a igreja católica passa por uma das suas crises mais agudas.


Há pais que se perguntam se não é um crime permitir que seus filhos façam parte de um bando de pedófilos – como são definidos os padres por alguns meios de comunicação.


Contudo, os que assim pensam, esquecem que, como em todos os segmentos da sociedade, também a igreja tem os seus santos e os seus pecadores.


Esquecem que a imensa maioria do clero luta para viver serenamente a sua vocação, transformando o celibato numa fonte de amor e de doação. Esquecem,por fim, que faz mais barulho uma árvore que cai do que uma floresta que cresce...


Em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, comemorado no “Domingo do Bom Pastor” – neste ano, dia 25 de abril -, o Papa Bento XVI afirmou que não existe melhor pastoral vocacional do que o exemplo de quem continua dando a sua resposta positiva a Deus e ao povo, como faz a imensa maioria do clero católico:


“Para se promover as vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada e para ser mais forte e incisivo o anúncio vocacional, nada influi mais do que o exemplo daqueles que já disseram o próprio “sim” a Deus e ao projeto de vida que ele tem para cada um.


O chamado é um dom de Deus, que deposita a semente no coração de seus filhos. Contudo, na maioria das vezes, diz o Papa,” Deus se serve do testemunho de sacerdotes fiéis à sua missão para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas a serviço do seu povo”.


Poucos meses antes, dirigindo-se a um grupo de sacerdotes italianos, ele expressara a mesma convicção: “ Se os jovens vêem os sacerdotes isolados, tristes e estressados, eles pensam:


Se esse é o meu futuro, não serve para mim!”. Precisamos, portanto, criar uma comunhão de vida que lhes faça dizer: “Sim, esse caminho pode ser um bom futuro também para mim; desse jeito, dá para viver”.


Somente se forem sustentados por esse clima de autenticidade e de fraternidade os jovens de hoje terão forças para pronunciar o seu “sim” à Deus e à Igreja.


Talvez antigamente fosse mais fácil deixar-se levar por motivações que, no ambiente atual, perderia a sua força.


Na sociedade hodiema, para seguir a vocação religiosa e sacerdotal, o jovem precisa de mais maturidade e coragem, já que as opções ( e as tentações) são bem maiores que no passado.


Foi o que quis dizer o Papa ao lembrar que o padre e o religioso serão sempre “sinais de contradição para o mundo, cuja lógica é inspirada, frequentemente, pelo individualismo.


Mas,além de serem “sinais de contradição para um mundo impregnado materialismo, egoísmo e individualismo”, o sacerdote e o religioso não podem esquecer que carregam esse mundo dentro de si, com todos os seus desafios e fraquezas.


Daí a necessidade de uma constante conversão, como disse Bento XVI no dia 15 de abril, em missa celebrada no Vaticano. Somente assim será possível transformar a crise atual da igreja num momento de graça e de renovação. “Ultimamente, nós cristãos, evitamos a palavra “penitência”.


Agora, porém, após os ataques do mundo, que falam de nossos pecados, percebemos que é preciso voltar a fazer penitência e reconhecer que há algo de errado em nossa vida”.


Para ser luz e fermento no mundo, o cristão (e muito mais o sacerdote) não pode se identificar com ele. “O que impera hoje – continua o Papa- é o conformismo, que obriga a pensar como todos pensam, e agir como todos agem.


E esta sutil –ou menos sutil- agressão em vigor contra a igreja demonstra que esse conformismo pode se transformar numa verdadeira ditadura”.


Quem sobreviver a esse “tsunami” que varre e purifica a Igreja, compreênderá que ele foi providencial, porque os padres e religiosos que conseguirem sobreviver, estarão mais conscientes de suas responsabilidades e, por isso mesmo, promotores de novas e verdadeiras vocações.


De sua parte, sustentados pelo exemplo de padres felizes porque zelosos, os jovens repetirão com Santo Agostinho, “ Se eles e elas conseguiram, porque não conseguirei também?

 
 
 

Comentários


bottom of page