O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE !!!
- 11 de jun.
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OBSERVAÇÃO DO SITE:
Dom Redovino foi bispo de nossa região por muitos anos, até seu falecimento...
Mas quando iniciamos o site EU PRECISO DE DEUS, no ano de 2009 conversei pessoalmente com ele sobre esse site, que estava iniciando a vida online.
Ele nos deu todo o apoio e permissão para que pudéssemos usar os conteúdos que ele escrevia.
Temos muitos artigos escritos por ele... Intensos !!!
Todo o material, infelizmente ficará perdido na plataforma Ning.com de onde estivemos por mais de 16 anos.
APROVEITE A OPORTUNIDADE E LEIA ESSE ARTIGO ABAIXO...
Tu conhecerá um pouco das inúmeras graças que esse servo amado de Deus nos deixou :
O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE !!!
Na manhã do dia 8 de outubro de 2009, numa escola de Dourados, um aluno de 15 anos foi morto a tiros por outro jovem de 18 anos, diante de uma centena de colegas e professores que lanchavam no pátio do estabelecimento.
Ele foi uma das 52 vítimas que foram assassinadas na cidade, em 2009.
Dois dias depois, em Ponta Porã, enquanto eu conferia o sacramento da crisma a 110 candidatos na igreja matriz, o irmão de um deles era friamente assassinado em frente à própria casa.
Em todo o país, a violência está na ordem do dia. Cresceu tanto, que a ninguém mais impressiona – a não ser quando atinge o nosso lar.
É uma guerra que se trava a céu aberto, em toda a parte.
E, em sua imensa maioria, suas principais vítimas são jovens e adolescentes.
Não importa se pobres ou ricos, brancos ou negros – ou até mesmo índios.
Psicólogos, pedagogos e sociólogos, lideranças políticas, religiosas e policiais se interrogam sobre os motivos dessa hecatombe que assola a maior parte de nossas cida-des.
Para um policial da Guarda Municipal de Dourados, habituado a lidar com esses casos, a origem da violência, principalmente entre estudantes, está ligada à desestruturação familiar que cresce em toda a parte: «Tudo começa em casa.
A falta de equilíbrio no relacionamento entre os membros da família influencia diretamente no comportamento dos filhos».
Aprofundando sua análise, o militar descobre outras causas.
Dentre elas, o consumo de drogas, a ausência de limites, a substituição dos valores morais por interesses egoístas, o desinteresse pela educação dos filhos e a falta de apoio religioso.
Para ele, são as situações pessoais e familiares de conflito não resolvidas que levam à violência.
De janeiro a setembro de 2009, a Guarda Municipal de Dourados recebeu 914 chamadas de diretores de 40 escolas solicitando ajuda.
Em mais de 11% dos casos foi necessário fazer o boletim de ocorrência na delegacia.
De 2008 a 2009, o registro de violência nas escolas de Dourados aumentou em 40%. Tanto é verdade que diminui cada vez mais, em todo o Brasil, os candidatos que optam pelo magistério e cresce o número de professores que optam pela aposentadoria antecipada.
Para não poucos pedagogos e sociólogos, a principal causa do comportamento agres-sivo e da propagação da violência entre os adolescentes é a omissão dos pais na educação dos filhos. Os adolescentes não têm limites porque os pais não sabem mandar ou proibir.
Aliás, eles mesmos não se vigiam ou dominam.
Assim, a escola tem que suprir a família e os professores assumir o papel de pais.
Como se isso não bastasse, há pais que tomam sistematicamente a defesa do filho contra a escola toda vez que ele é corrigido ou censurado.
É esta também a opinião de um Promotor de Justiça de Dourados: «Disciplinar os filhos é necessário para uma boa formação, até mesmo com o emprego da vara e do cinto.
É um direito da criança ser corrigida pelos pais.
Esse papel não é da escola.
É a família que deve impor limites e ensinar valores, tais como o respeito, o amor, a dignidade, a ética e a moral». Com a autoridade que a função lhe dá – atendendo, cada mês, aproximadamente 100 adolescentes infratores –, ele continua: «A maioria deles, ou a quase totalidade, vem de famílias desestruturadas.
A meu ver, a culpa maior é dos pais que não educam seus filhos como se deve». Para ele, o problema da violência não foi ainda resolvido pelo descaso do Poder público e da própria sociedade: «A população não quer se envolver em questões como essa, e os políticos e órgãos públicos não investem em ações concretas que visam prevenir e combater a violência».
Apesar de não recorrer ao velho “sistema educativo” em que a vara, o cinto e o chinelo tinham um papel preponderante, o Papa Bento XVI não cansa de lembrar que o verdadeiro amor anda sempre unido à verdade.
Separado da verdade, o amor não passa de camuflagem.
Faz mais mal do que bem. É sinônimo de fraqueza e de capitulação.
Mas a verdade sem amor nada consegue senão criar hipócritas e inimigos.
Ninguém se torna melhor porque apanhou... No fundo, toda violência, independente se ela acontece na família, na escola ou na sociedade em geral, tem uma única causa: a falta de amor.
A tentação é substituí-lo por receitas que nascem dos sete vícios capitais e que, por isso mesmo, nada produzem senão aprofundar a frustração e a angústia – o campo mais fértil da violência.
Não foi por nada que São Paulo, depois de lembrar que «o salário do pecado é a morte» (Rm 6,23), acrescenta: «Não vos iludais: de Deus não se zomba.
O que alguém semeia, isso mesmo colherá.
Quem semeia no egoísmo, do egoísmo colherá a morte; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida» (Gl 6,7-8).


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